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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

E eles NÃO foram felizes para sempre...



Escrevo pela necessidade que tenho de organizar as idéias, mas, sobretudo, a alma. Essa que anda sem freio por aí, arremessadas ao breu, em transe.. Tuas palavras sempre chegam a mim em forma de pancada, de forma a doer meu corpo inteiro, desde o menor fio de cabelo à ponta dos pés e foi com essa dor que me olhei nesta manhã no espelho. Ele mostrava o reflexo externo de um coração dormente de tanto que já doeu. Coração esse que já não se move mais pelo amor. E sabe o que mais me dói? É ser assim tão conectada a você à ponto de decifrar teu silêncio, sentir tuas tristezas e ainda, a saudade que tens da época em que era feliz comigo. Senti uma lágrima teimando sair de meus olhos, mas a matei, antes que ganhasse vida e chovesse. É que às vezes tenho vontade de te acusar de tudo, deste bloco de gelo o qual me tornei e das pessoas que ainda vou magoar injustamente... Mas você não cabe em si mesmo e a sua vida solitária é a tua maior prisão.
Hoje em dia eu sento num baquinho de praça qualquer e me ponho a cantar baixinho as músicas que me atrai coisas lindas, pessoas lindas, sentimentos lindos, porque a vida em si é linda de ser vivida e saber viver é um dom que poucos têm. Por isso te deixei partir, para arrancar de mim esse sopro de vida doente que carregava dentro de mim. Você me estragava, sempre me fazendo voltar atrás em decisões ou fazendo tuas vontades e hoje em dia eu escolhi viver tudo e você não consegue fazer o mesmo. Há quase quatro anos antes disso tudo, do que mais tenho saudade hoje é do mês de setembro, por ser o mês em que mais amei em toda a minha vida e hoje apenas te desejo uma vida repleta de coisas boas e um novo amor, principalmente.
Por gostar tanto de escrever, às vezes ainda me faltam palavras. A maioria gastei nas muitas despedidas que tivemos e que ainda temos. Não há adeus que apague o que vivemos quando a palavra certa deveria ser apenas “Prospere”! Sabes que prefiro insistir no que é belo: eu fuço, pinto, escrevo, fotografo e estou ensaiando fazer mágicas para fazer as pessoas sorrirem... Essa tem sido a mais difícil, porém não impossível, das 1001 coisas que preciso fazer antes de morrer.
Continuo surtando, tomando atitudes inesperadas as quais não me arrependo no dia seguinte, mas carrego comigo aquela caixinha cheia de sorrisos sem motivo, lágrimas descuidadas repletas de poesias, planos de futuro planejado entre essa ou aquela brincadeira boba, mas também meu coração que agora bate sem a mesma intensidade, fora do meu peito e o teu sorriso... Sorriso que ficou perdido no caminho daquela trilha sonora colorida de vermelho, que hoje em dia é cinza para ti!
Resumindo em poucas palavras os vários sentimentos que tenho desde tua despedida dentro de mim... Era uma vez uma moça que brigou com um rapaz do qual gostava. Ele disse muitas palavras ruins, mas acabou matando o mais puro amor apenas com o silêncio. Depois disso passou várias vezes na porta da minha casa e não me olhou. Chorei não uma, mas várias vezes e perguntei-me o que seria de mim se não existissem as lágrimas? A dor partiria? As lágrimas devem ser o amor escorrendo, morrendo pelos olhos. E foi assim, o amor escorreu tanto pelos meus olhos que num belo dia o coração estava vazio, oco, apenas repleto de um líquido avermelhado que apenas o mantém vivo.
Se doeu? Doeu! Explodi em amor e discordo do poeta que disse que amor só é bom se doer. Para mim o amor só é bom se me fizer rir à toa, ter a vontade de tocar o céu e sentir o reluzir de uma estrela no meu sorriso apaixonado, estando apenas há dois passos do Paraíso....
Quanto à você, jogue fora todo sentimento de um amor passado. Pense nas novas flores das primaveras que estão por vir. Para mim, guarde apenas as borboletas, do frio na barriga, dos grandes amores que virão!

Talvez a chuva possa um dia voltar a cair, mas se viveres de sorrisos, pode ser que apenas serene.
As mais belas histórias de amor dos filmes terminam em lágrimas depois do “FIM!”
A nossa foi apenas mais uma dessas histórias que não terminou com “FELIZES PARA SEMPRE”.

E para terminar a história, como em todo filme de amor: “E eles NÃO foram felizes para sempre...”

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lágrimas e Chuva



Se o amor fosse o prato principal de uma refeição, qual seria seu ponto perfeito?  O amor tem disso: destruição por ser demais e sem qualquer efeito se for de menos. Que força é essa que o amor tem ao despedaçar dois corações que se amam? São inúmeras lágrimas que descem pela face que já não sorri e o peso da mala que carrega tudo, mas se esquece do principal, aquele que não vai. Ela e o amor brigaram e ela partiu.
Ela sempre voltava quando a raiva ia embora e esta não tardava. A saudade maltratava e as chamas queimavam o peito, e ela voltava. Entrava novamente na casa, jogava a mala no chão em um cômodo qualquer e o olhava. Ele a olhava com o coração machucado, com o silêncio que não ousava falar, saudade quente... Mas amar tem que realmente doer o tempo inteiro?
Novas discussões sempre acabam reabrindo as antigas cicatrizes e as cenas repetiam-se como um filme que reprisava: passos, lágrimas, gritos, silêncio... Ela arrumava a mala e saia novamente da casa com rio de lágrimas descendo pelo rosto. Aquele dia a raiva não passaria, nada voltaria ao normal e ela sabia. Nesse dia ela não recuou, não olhou para trás e nem ao menos se despediu, apenas levou o amor consigo. Só assim o coração dele não ia mais se ferir, nem chorar e sua vida continuaria.  
E todo sábado é assim, ela se lembra deles dois e para ela é o dia mais difícil sem ele. Ela busca em seus pensamentos a imagem da luz do amor que vinha dos olhos dele, mas só acha o fogo que se apagou. Sempre chove nos seus olhos, mas no seu coração queima uma vontade de abraçá-lo, abraçar alguém que nunca vai chegar.
Hoje seus dias são vazios, suas noites são longas, pois com ele ela via a eternidade tão nitidamente e apesar das dificuldades em realizar seus sonhos, ela acreditava que o amor mostraria o caminho certo, como se fosse uma estrela guia.
Ela nunca pediu para ele nada além do seu amor e ele sabia o quanto ela o amava. O mundo pode mudar sua vida toda, completamente, mas nada vai mudar o seu amor por ele. A chuva pode até molhar seu rosto, mas nada esconde o quanto ela chorou, não esconde o seu olhar, olhar de um alma já velha, cheia de ressentimentos e desilusões.
Sem ela sua vida será incompleta, mas agora tudo o que resta são perguntas de como seria suas vidas, se não fossem mais estranhos um ao outro.
A chuva lavou o passado, deixando apenas as cicatrizes.
Ela fugiu por amar demais.