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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Eu já fiz sua escolha!






Ele: Alô.

Ela: Oi. Queria dizer algumas coisas, mas não vai demorar. Eu prometo.

Ele: (silêncio)

Ela: Só liguei pra falar que eu tenho sentido muito a sua falta.

Tentei te esquecer com festas, novas amizades ou até mesmo encontrar alguém diferente, alguém que conseguisse tirar você de vez da minha cabeça, acima de tudo do meu coração, mas ninguém era como você, ninguém tinha a risada rouca como a sua, ninguém segurou a minha mão como você segurava.

Sei que não é mais da sua conta, mas nos últimos anos estive ocupada vivendo atrás dos meus sonhos. Conquistando, aos pouquinhos, os desejos que sempre te disse que queria pra mim. Viajei pelo país, larguei o emprego que tanto me fazia mal, fiz novas amizades, abandonei outras, estou planejando minha viagem para o Canadá, pensando na minha mobília nova ou em como vou cuidar direitinho de uma yorkshire...

Nunca consegui enterrar tudo o que sentia por você e dessa forma nunca nasceram flores novas por aqui. Pode parecer bobagem, mas nos primeiros dias, todas as noites antes de dormir, eu fazia questão de lembrar todos os meus erros os quais você apontava e achava bobagem, inadmissível alguém como eu ter tantos defeitos. Tentava me convencer de que você nunca foi o cara certo pra mim e que o nosso amor foi só mais um dos meus erros típicos de romântica sonhadora que acredita em príncipe encantado e amor eterno. Depois de tanto tempo percebi que você estava certo e eu era tão imatura!

Encontrei você diversas vezes. Na balada, nas viagens, no elevador, na livraria, no metrô, naquele show da minha banda preferida que você prometeu me levar... Não era você... Era a parte de você que ainda ocupava um lugar enorme dentro de mim.

Essa coisa de conquista parece bem mais divertida e legal nesses filmes de comédia romântica. Falo isso porque tenho tido uma aversão enorme desses carinhas que têm se aproximado de mim. Acho que um medo que eles consigam descobrir minhas maiores qualidades e não desistam de me conquistar. Tento me esforçar a mostrar meus √defeitos², mas não tem dado muito certo. Você sabe como consigo ser educada mesmo com raiva.

Faz uma falta danada aquela nossa sinceridade, a segurança que só você conseguia transmitir ou de quando nos olhávamos e dispensava qualquer legenda ou de como sonhávamos com nossos filhos, com a nossa casa, nosso casamento e nosso final feliz, velhinhos, agarradinhos e rindo de nossas próprias rugas. Seu jeito mandão, sério e de como eu conseguia te fazer rir e ser feliz... Saudades dos apelidos nada a ver que nos dávamos. Eu quis aproveitar mais a vida, ter mais liberdade e achei que isso fosse suficiente... não é!

Fico pensando como estaria a nossa vida agora se nada disso tivesse acontecido, mas de uma coisa tenho certeza, nessa vida ou na próxima, sempre vamos nos encontrar, mesmo que sem querer. Vamos nos olhar sempre e vamos ter certeza de que fomos feitos um para o outro.

Nunca achei certo a gente deixar o destino escolher por nós, ir embora enquanto o amor segue adiante. Jamais poderia imaginar que isso de Romeu e Julieta continuaria a existir na modernidade. Não quero que a minha vida seja o livro preferido das futuras gerações.

Eu já falei demais como sempre. É isso! E pode ficar com o pedaço da minha alma que está contigo, com tanto amor, já não tem mais espaço dentro de mim. 

(ela desliga).

domingo, 28 de novembro de 2010

Cinema Mudo



Estreando: Coração Gelado.

Já quase meia-noite quando acordei. Abri os olhos e lá estava ele, em um tom roxo claro, submerso dentro de um pequeno frasco de vidro, cheinho de pedras de gelo. Lá estava aquele o qual eu havia desistido: meu coração. A noite lá fora era só silêncio e a chuva escorria levemente pelo telhado. Levantei ansiando uma xícara de café. Sim! Tenho feito da noite o meu dia e pela manhã meu corpo voraz pede uma taça de vinho tinto suave sem gelo, antes de dormir, porque só assim conseguiria sobreviver ao topor que você fazia em minhas noites de insônias. Um gole de café quente desceu queimando minha garganta. Belo contraste me fez sentir, sou a garota gelada, aquela que não possui mais um coração. Decidi por arrancá-lo logo depois que você foi embora. Pra quê ia querer algo morto dentro de mim? Há muito tempo ele não batia mais, nem bombeava o sangue que não corre mais entre minhas veias.  
Na escrivaninha busco companhia dos livros, nas palavras soltas, nas letras de Chico que viraram notas musicais... Estou quase explodindo com tantos pensamentos presos, minhas vontades guardadas a sete chaves, o doce dentro de mim hoje é enjoativo demais e a acidez já não está tão dosada... Estou pensando em tudo o que você já sabe.  É insuportável entender suas metáforas quando o meu termômetro de emoções está desligado.  Olhando para a xícara de café afogo-me em pensamentos. Sempre achei que você sabia exatamente aquilo que eu estava pensando e de tanto que eu penso não sentes meu peso em ti? Como eu queria ter asas para que este fardo se tornasse mais leve. Ah, falando em anjo, não posso esquecer-me de dizer o quão lindo você fica quando sorri.
Só queria chegar e te abraçar sem um por que, sentir aquele cheirinho do perfume que tu usas o qual eu adoro. Preciso de um motivo novamente para sentir-me viva entende? E foi hoje que, mesmo sem coração, ao te ver, algo aqui dentro deu sinal e eu respirei aliviada. Esquece o café! Preciso de uma taça de vinho. Não! Preciso de uma garrafa inteira, só assim as palavras fluem melhor. Gosto de excessos porque cansei de viver de metades. Minha alma é cheia de segredos, mas espalha todos quando encontra a tua, quando estamos dormindo, naqueles dias em que você sabe, sou teu último pensamento antes de dormir. Só assim, você ainda vem até mim, só assim ainda posso te sentir, só assim...
Eu fico aqui escrevendo, roendo as unhas, até que você chega da faculdade e eu me lembro do teu cavanhaque que tanto me enlouquece. Olha só! Derramei vinho no celular. Calma, não estou enrolando é que estou tentando falar, que eu preciso muito que você saiba... Já são cinco horas da manhã? Já está quase amanhecendo, logo agora que em seus sonhos você segurava a minha mão. Ô menino, como você me faz bem! E o que eu queria mais te contar antes de ir é sobre os céus e as estrelas que vejo em teu olhar, luzes que fervilha minha alma. Hoje me vejo como o cinema de antigamente. Minha voz calou-se... Gestos e expressões mudas me acompanham.  Preciso ir, está quase na hora de você acordar, mas antes de partir do teu quarto, te olho antes que acorde e resolvo arriscar algumas palavras, observando teus olhinhos de conchas, tua boca semi-aberta, digo num sopro que te faz tremer inteiro:
- Eu amo você, menino!
Sim, sei o que estais a pensar. Mas é verdade! Sempre que pensas em mim antes de dormir passo noites inteiras ao teu lado, enquanto você brinca com as minhas mãos sonhando. Nessas horas eu estou tão feliz que não quero mais voltar, mas seria muito arriscado, eu poderia ficar presa pra sempre ao teu lado, enquanto você segue sua vida. Seria meu último suspiro no momento em que você acordasse.
Lembro-me dos nossos primeiros sorrisos. Caiam borboletas do céu e você me convidou a fazer parte da sua vida. Lembra?
Agora preciso ir menino, mas contigo deixo uma canção de ninar.

E hoje eu descobri
O quanto eu te quero
Ursinho de dormir
Vem que eu te espero assim
Eu hei de conquistar
Teu coração durão demais
Que não quis pagar pra ver
Nem dá o braço a torcer.
[Armandinho]

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O AMOR está morto e enterrado



Um dia eu já não escutava o som da sua voz ou jamais o vi novamente. Não me comovia mais com aquele olhar triste, vazio, recheado de uma esperança que já não existia. As lembranças que tinha dele eram de mágoa e de dor. Poderia ele viver para sempre? Todos viviam por ele e assim ele tinha todos em suas mãos: o sincero, o nobre e até mesmo o rico. Por ele todos viviam, buscavam, caminhavam até o mais longínquo destino. Esperavam-no num tempo que não passava, por dias, por anos... Sua morte foi como um golpe baixo na auto-estima de todos. E ele morrera ali mesmo nos meus braços. Eu que desejava tê-lo dito tanta coisa, porém calei-me, desde o primeiro momento de seu sofrimento. Palavras já não faziam nenhum sentido!  As lágrimas morriam sobre a minha face ao mesmo tempo em que me perguntava se este seria o auge do meu sofrimento, ver a quem eu tanto tinha carinho partir e conviver apenas com as doces lembranças daquela época em que tudo era apenas o princípio. Os amigos chegaram e lamentaram o sucedido. Cobriram o “corpo” com os mais lindos lírios colhidos no jardim de minha cidade e vestiram-no com a roupa mais antiga retirada do baú. Sim, aquela que ele vestia no nosso primeiro encontro o qual ainda guardo as fotos. Todos me diziam apenas que aquela era a vontade de Deus, mas recusei-me a ir a seu funeral. Não mais iria chorar e nem desejava ser abraçada e amparada naquele momento de dor. Palavras de consolo não me arrancariam do peito a dor da despedida, o adeus, enquanto que meu último desejo era apenas que ele estivesse no céu com os mais belos anjos. Raras vezes fui visitá-lo desde o último dia, pois sempre que ia e me olhava no espelho via lástima, mágoa, silêncio presos em minha face.  Tormentos que jamais me deixaram e, mas quando vou sempre levo flores que transmitem a saudade que ainda rasga meu peito, clama meu coração. A morte deveria ser um ponto final, então porque vive em estado de puro gelo? Perguntas invadem a minha alma, indagando sentimentos sem sentido. Será que ele morreu ou será que eu o matei? A dor suaviza com o tempo? Ele ainda está dentro de mim? Escondido? Guardado? Lembro-me bem daquele dia. Sinto muito, ouvi de um “especialista”, ele, o amor, morreu... Aquele que viveu ao teu lado e não te reconheceu. Eu só conseguia pensar que era um vírus no coração. Daqueles que faz chorar, doer e deixa aquela enorme e feia cicatriz para sempre tatuada na alma. O mundo não pode terminar ali, nas mãos daquele amor que já morreu. Mas o que mais dói não é ele ter partido, o que me incomoda é ele ter ido e ter deixado sua ausência como companhia. E agora todas as sombras que vejo são só saudade. Saudade que já nem me faz falta. Só uso a palavra saudade porque soa bonito. A noite estava cinza e formava uma chuva visível apenas ao meu coração. Lembro-me que aquele dia eu dormi, mas antes bebi o restinho de vinho no copo, brindei com a solidão e fechei os olhos, com o porta-retrato sem a foto do amor na cabeceira da minha cama.


sábado, 16 de janeiro de 2010

A hora do adeus



Embora ainda fosse cedo, já sabia o que o destino tinha reservado para aquele dia. Foram apenas alguns muitos anos e vários quilômetros de distância do meu coração para o teu mesmo a poucos metros um do outro. Meus olhos já estavam apertados, as lágrimas já ameaçavam cair, o coração apertado...
Todo esse tempo juntos foi o suficiente para aprender a te amar, a te abraçar com tamanha vontade, a ser amiga e te apoiar enquanto você aprendia a viver. Compartilhar nossas dores do passado e apenas enxergar que a vida só dependia de mim e de você. Mas nem todo o amor foi motivo para colocares seus medos e orgulho de lado, a aprender a pedir perdão, perdoar e deixar de reclamar. A fortaleza que inventei para nos proteger, as pedrinhas que joguei na nossa estrada, as flores leves e delicadas do nosso jardim para facilitar nosso caminho difícil, não foi o bastante para que você conseguisse enxergar nitidamente o que sempre esteve à sua frente: o meu amor por ti. Estou murcha, triste, seca e com saudades de um amor que nunca tive, que nunca foi realmente meu. Amor que nunca terei, amor que nunca serei, amor que é impossível substituir. Minha última esperança estava na pergunta que selaria nosso destino, a pergunta feita diversas vezes, mas que naquele momento não foi proferida: “-Você me ama? Você ainda me ama? Pelo amor de Deus diga que ainda me ama!” Supliquei várias vezes, esperando apenas carinho e um “sim” como respostas. Mas o silêncio e um olhar frio foi apenas o que veio de ti. A indiferença enquanto meus olhos se perdiam em lágrimas traduzindo a seca em que se encontrava meu coração. Foi a última vez que estivemos juntos. E naquela manhã acordei com o amargo sabor do féu preso ao meu coração, já sabia que não haveria mais outro amanhã ao teu lado e mesmo com o coração machucado meus passos dirigiram-se pelas ruas. Olhava pela última vez todos os lugares que visitamos, que sorrimos juntos, que fomos felizes...  Saudades dos abraços, das trocas de olhares, mas sempre pouco toque... Lembranças e recordações vinham rapidamente em meus pensamentos quando te vi bem ali diante de mim, com aquela ao teu lado. Ela segurava a tua mão, você não segurava a dela. Ela tinha carinho, paixão por ti e você só queria passar o tempo. Ela sorria para ti e você pensava no trabalho do dia seguinte. Você me olhou e naquele instante arrependeu-se, mas era tarde demais. Mas a culpa não é sua, não é culpa minha. Somos invisíveis um ao outro. Cadeiras distantes. Sede no deserto. Segunda e sexta-feira...
Mesmo sabendo que ainda existia um amor forte, verdadeiro e machucado; fiz as malas, olhei pela última vez a nossa vida, senti-me abraçada por ti e ouvi o canto de um passarinho... Ele cantava a trilha sonora dos meus passos de liberdade em direção à luz, em direção à um novo caminho, porque agora eu não preciso construir uma fortaleza, nem jogar pedrinhas numa estrada ou plantar flores leves e delicadas em algum jardim para facilitar os obstáculos... Nesse novo caminho surgiu, alguém, que há tempos me esperava e preparava isso tudo para mim!
Adeus!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eu escrevo porque...




Não sou escritora! E nem sei se um dia serei. Esse atributo é para os bons: Cecília Meirelles, Carlos Drummond... Esses sim são escritores! Eu? Bem, eu sou uma amadora: amo os livros porque são imortais, os diários esquecidos nas gavetas pelas memórias falhas. Eu apenas escrevo.
Eu escrevo o real e o irreal. Escrevo para criar um lugar encantado, maravilhoso onde sua sedução seja melhor que minha realidade. Escrevo para trazer o mundo encantado para a humanidade. Escrevo para traduzir minha alegria, minha felicidade, saudade, tristeza... Escrevo para mostrar a beleza dessa vida sem graça que ninguém percebe que passa, que ninguém vê. Escrevo porque tenho fome de literatura. Eu escrevo quando as palavras silenciam. Escrevo porque também aprendi a ler, a amar a Gramática, juntar letras, sonhar. Escrevo porque meu coração chora de emoções que não são nada comuns. Escrevo porque só assim posso encontrar o outro sem medo. Escrevo porque as palavras se ligam como construção de pontes. Escrevo porque gosto da sensação de texto fresco entre os meus dedos. Escrevo para suavizar meus sofrimentos e eternizar minhas alegrias. Escrevo porque não sei cantar, nem bordar, nem pintar, muito menos esculpir. Escrevo para não pirar de tanto pensar. Eu escrevo para sonhar, repousar talvez com a mesma inspiração divina que Deus ao desenhar a humanidade. Eu escrevo porque só assim me sinto alguém ou até mesmo ninguém. Escrevo porque já cai demais e preciso ser alfabetizada para não perder o encanto da voz da minha alma. Escrevo para nunca esquecer o afeto dos meus pais. Escrevo para lembrar a minha infância, dos brinquedos e da época em que não existiam maldades. Escrevo porque gosto de gastar o lápis, rabiscar até a última página do caderno, secar a tinta da caneta. Escrevo porque tenho fé que virão dias melhores. Escrevo porque gosto de te seduzir. Escrevo porque as paixões me inspiram a escrever. Escrevo porque gosto de contar minhas histórias para desconhecidos como se fosse a coisa mais importante do mundo. Escrevo porque quero sonhar com o futuro, porque a vida já é um drama e eu preciso do sossego que o livro me trás. Escrevo porque não gosto de ver aquela página em branco. Escrevo porque O Pequeno Príncipe me inspirou desde pequena quando cativou a rosa. Escrevo quando os dias são bons, quando os dias são ruins, quando a chuva me inspira, quando o sol brilha bem cedinho escondido nas nuvens com receio de dizer “-Bom dia vida”. Escrevo porque só aqueles que escrevem podem descrever o êxtase de escrever. Escrevo porque penso naquele que já não amo mais ou naquele amor que ainda está por vir. Escrevo porque sou meio carente. Escrevo porque escrever me faz esquecer de mim.  Escrevo porque adoro receber cartas e respondê-las.
Escrevo porque sou escrava do papel. Escrevo para simplesmente  me ouvir. Eu escrevo para renascer.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O adeus ao velho amigo




Hoje estou aqui para falar de um grande amigo nosso. Ele está quase no fim, mesmo assim pediu que decidissem seu final. Está conosco desde o início, naquele primeiro segundinho, naquele primeiro porre de champanhe, em mais um aniversário. Sim, aniversários! Aniversário da mãe, do pai, do tio, da avó, da irmã, do papagaio e do periquito. Ele não te deixou nenhum momento sozinho. Falando em momentos, sim, ele esteve naquele teu momento especial. No sonho que realizou, no carro, na casa que comprastes, naquela promoção! Ou simplesmente naquele dia chato que terminou de uma maneira incrível! Ele foi seu melhor amigo, chorou, cantou, pulou, dançou, sorriu, fez a esperança renascer em teu coração. Ressurgiu das desilusões e fez florescer tudo o que estava guardado dentro do teu coração. A missão, a luta, os desafios, os sonhos errados foram grandes, assim como o sacudir do tapete e as vitórias vividas. Vitórias essas que ele esteve contigo juntamente com as gotas de suor, a correria para não perder o ônibus lotado todo dia em busca daquele sucesso, sem olhar para trás, onde deixastes as mãos calejadas daquela fé que parecia morta.


Agora com seu fim próximo, ele se entristece ao saber que mesmo após estar ao teu lado por tanto tempo, ele está sozinho. Vê todos pedir para que ele vá embora, para que o novo amigo venha surgir. E esse novo amigo quem é? Ele é novo, cheio de energia, gosta de surpreender, é superativo, está chegando e já jogando fora tudo o que não é novo, fechando velhas portas. Gosta de ser chamado de esperança, é verdadeiro sobre as incertezas, vive intensamente e vê sentido no viver. Não tem muita certeza do presente, sempre está planejando o amanhã. Ele sempre está caminhando, olha para os lados e vê dias melhores, confia nos sonhos, acredita na realização do impossível. Se alguém diz pra ele que algo está longe, ele diz que não, bate o pé e diz que está perto, que nada é difícil de alcançar. Está aberto a novos amores e acredita que sem dor não há vida, pois a dor é surpresa, com ela se aprende. Ele acredita nas alegrias de segunda a segunda, pois caminhando com empenho se consegue o equilíbrio da alma. Ele acredita em Deus, na sabedoria, na grandeza, no Seu amor incondicional. Ele gosta de esperar, de dançar na chuva, do perfume, do inverno, do verão, do outono e em especial da primavera, pois sempre te levará flores. Estará contigo todas as noites quando você parar a cabeça para pensar e novamente sonhar, aonde teus pensamentos vão de encontro ao Senhor.


Chega a hora de nos despedir do velho amigo 2009, com o coração cheio de agradecimento não só pelos elogios recebidos, os apertos de mãos sinceros, os “eu te amo”, mas também pelos erros que sempre nos ensinam a aprender. Das vezes que caiu e levantou sem ajuda, mas principalmente pela confiança no dia seguinte.


Adeus 2009! Com certeza mesmo nas alegrias e nas tristezas vividas, será inesquecível por toda nossa vida, com um ardente carinho e saudades.


Seja bem-vindo 2010! Traga contigo a Paz Mundial, a união entre as famílias, uma crença maior em Deus e no amor, mas também sucesso e realizações!!!






Um Feliz Ano Novo à todos vocês meus amigos. É à você que fez parte da minha vida esse ano e que fará no ano que vem que dedico este texto que escrevi e principalmente à minha família que esteve comigo durante todos esses 365 dias deste ano.


domingo, 27 de dezembro de 2009

Acreditar





Tem gente que acredita em tudo o que lê. Tem gente que acredita em tudo que escreve. Tem gente que acredita em tudo o que sente, o que vê. Tem gente que acredita na TV, no rádio, no DVD. Tem gente que acredita que se assistir à novela das oito sua vida vai ficar igualzinha à vida daquela atriz que vive a mocinha. Tem gente que acredita que apanhar do marido é temporário, que ele faz isso porque tá irritado com o chefe no trabalho. Tem gente que acredita que a melhor amiga nunca contará aquele segredinho cabeludo. Tem gente que acredita que aquele amigo que partiu um dia voltará. Tem gente que acredita que aquele reflexo no espelho ainda pode melhorar. Tem gente que acredita em coração de papel. Tem gente que acredita em alma-gêmea. Tem gente que acredita em vampiros e lendas urbanas. Tem gente que acredita em sorte e em azar. Tem gente que acredita no seu time de coração. Tem gente que acredita em um mundo melhor. Tem gente quem acredita que um dia vai ganhar na loteria. Tem gente que acredita em casamento. Tem gente que acredita nos animais. Tem gente que acredita no Céu e no Inferno. Tem gente que acredita quando ouve “eu te amo”. Tem gente que acredita em mentiras. Tem gente que acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, em bruxas, em fadas. Tem gente que acredita que ao dormir os problemas vão embora. Tem gente que acredita que os sonhos mostram alguma realidade. Tem gente que acredita em visões. Tem gente que acredita em arco-íris, em São Longuim. Tem gente que acredita em si mesmo. Tem gente que acredita em tudo. Tem gente que acredita em santos e imagens. Tem gente que acredita nos políticos. Tem gente que acredita na paz mundial. Tem gente que acredita na vida. Tem gente que acredita no aquecimento global. Tem gente que acredita em Deus. Tem gente que acredita que se acreditar vai alcançar. Tem gente que acredita no sorriso e na arte. Tem gente que acredita em outros seres. Tem gente que acredita que rezar faz milagres. Tem gente que acredita em amizade virtual. Tem gente que acredita que dinheiro trás felicidade. Tem gente que acredita que o homem foi à lua. Tem gente que acredita que a dor é passageira. Tem gente que acredita que o corpo em forma é sinônimo de auto-estima. Tem gente que acredita em horóscopo. Tem gente que acredita em mais uma chance. Tem gente que acredita que a internet é o futuro. Tem gente que acredita coincidência e em reencarnação. Tem gente que acredita em saudades. Tem gente que acredita no pior. Tem gente que não sabe mais no que acreditar. Tem gente que acredita e faz. Tem gente que acredita em um pouquinho de tudo. Tem gente que acredita no culpado. Tem gente que acredita que faltará água no mundo. Tem gente que acredita no poder que tem a natureza, os pássaros, as flores. Tem gente que acredita que no fim tudo ficará bem. Tem gente que acredita que vai pro Céu. Tem gente que só acredita vendo. Tem gente que acredita de coração. Tem gente que acredita que pode voar. Tem gente que acredita em anjos. Tem gente que acredita no sol, mesmo quando ele não ilumina. Tem gente que acredita no amor, mesmo quando não o sente.

Eu acredito que o importante é acreditar!

domingo, 22 de novembro de 2009

Realidade





Tudo o que acontece na vida vem do inesperado. Mesmo que planejemos algo ele nunca acontece perfeitamente. Aqueles momentos que te tiraram o fôlego chegam de repente, da mesma forma daquela lágrima que provocou aquele nó na garganta. Você sabe apenas aquilo o que está vivendo hoje, mas acredito que a vida não te pertence e no dia seguinte tudo muda como se ontem você existisse e hoje não fosse ninguém, assim como toda música começa e logo termina, sendo ela triste ou não.
Como aquela pessoa que não via há algum tempo e logo fica sabendo que ela morreu, o fim de um relacionamento, a mudança repentina de emprego, a viagem inesperada e o que é pior, a mudança brusca... E de repente você se vê obrigado a encarar uma nova rotina sem qualquer preparação.
Aconteceu isso comigo, ter que encarar uma grande mudança de uma hora pra outra... estou tentando respirar, colocar a cabeça em ordem porque os últimos acontecimentos tinham sido demais pra mim. É uma dura realidade se deparar com aquilo que jamais viveu... não tive reação, acho que travei. Mas aconteceu...
As pessoas pensam que sou forte, mas por mais forte que eu seja, às vezes o tombo é tão grande que fica difícil levantar sozinho. Eu caí feio, mas estou conseguindo me levantar aos poucos... Algumas mãos estão me ajudando, tive todo apoio que pedi à Deus, todo aquele impulso e na hora certa me levantarei totalmente.
Claro que tudo isso bagunçou minha direção, mudou o meu caminho, perdi meu próprio rumo, mas como tudo na vida é um ciclo, preciso de outras coisas para sentir, para viver, para pensar, para fazer, um novo caminho...
E falando de um novo caminho, eu estava aqui em casa ouvindo umas músicas antigas no laptop, quando ouvi aquela música, que tocou na rádio tantos anos atrás, um passado distante tema de uma nova realidade, que refletiu o que será o amanhã...

A Via Láctea

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

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Essa é a foto que mais gosto dele e eu não sei qual a relação emocional que a música tem comigo, até mesmo porque esse dado novo eu só vou ficar sabendo no final.